Coluna

Quando a exceção não confirma a regra

    O caso Bruno e a má sorte dos egressos do sistema penitenciário brasileiro

    Tempos de crise afetam a todos. Mas há setores que sofrem ainda mais; sobretudo aqueles que vivem nas franjas do sistema e são objeto de desatenção até em momentos de pretensa “normalidade”.

    Esse é o caso da imensa população carcerária brasileira ou daqueles que conseguem deixar as prisões mas sofrem com a falta de oportunidades em um mercado de trabalho cada vez mais castigado pelo encolhimento da nossa economia.

    É certo que, vira e mexe, uma notícia incendeia os ânimos e atiça a curiosidade mórbida de todos nós. Nessas ocasiões, as mídias costumam destinar um tratamento urgente e veloz a assuntos que pedem calma e constância; não apenas circunstância.

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    Lilia Schwarcz é professora da USP e global scholar em Princeton. É autora, entre outros, de “O espetáculo das raças”, “As barbas do imperador”, “Brasil: uma biografia”, "Lima Barreto, triste visionário”, “Dicionário da escravidão e liberdade”, com Flavio Gomes, e “Sobre o autoritarismo brasileiro”. Foi curadora de uma série de exposições dentre as quais: “Um olhar sobre o Brasil”, “Histórias Mestiças”, “Histórias da sexualidade” e “Histórias afro-atlânticas". Atualmente é curadora adjunta do Masp para histórias.

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