Coluna

Por que não negar as ações afirmativas

    Em políticas públicas, aparentes obviedades, muitas vezes, trazem mais desinformação do que solução

    John Kennedy, ex-presidente dos Estados Unidos, lançou um foguete para levar o primeiro homem à Lua, ainda no período da Guerra Fria. Foi também ele quem cunhou o termo “ação afirmativa”, com o intuito de reparar os danos causados pela discriminação racial, num país que ainda tinha expostas as feridas deixadas pela escravidão. A sua motivação foi bem resumida nesta frase proferida no lançamento do programa, em 1961: “A criança negra nascida nos Estados Unidos hoje, independentemente do local do estado que ela nasce, tem  metade da chance de completar o ensino básico quando comparada com uma criança branca, nascida no mesmo lugar e no mesmo dia, e um terço da mesma chance de terminar a faculdade”.

    Humberto Laudares é especialista em políticas públicas e desenvolvimento. É Ph.D em Economia pelo Graduate Institute, em Genebra (Suíça), e mestre pela Universidade Columbia (Estados Unidos). Fez Ciências Sociais na USP e Administração na FGV de São Paulo. Trabalhou com políticas públicas em governos, no parlamento e em organismos internacionais. Para acompanhar sua página no Facebook: www.facebook.com/laudares

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