Coluna

Partidos são cartórios

    Como os cartórios, eles são intermediários privados entre o cidadão e o Estado. E não muito mais que isso

    Hoje, no Brasil, partidos são cartórios.

    Assim como se vai ao cartório para registrar um imóvel, um casamento, um bebê, vai-se a um partido para registrar uma candidatura, e assim cumprir os requisitos burocráticos para participar da política. No Brasil, assim como não é possível ter vida civil sem cartório, não se chega ao centro da vida pública, onde as decisões são tomadas, sem estar dentro de algum partido.

    Tanto uns quanto os outros são intermediários privados entre o cidadão e o Estado. Ambos prestam serviço público e, no Brasil, ambos foram capturados por interesses privados. Tanto partidos quanto cartórios, por aqui, têm donos, que vivem da renda que essas instituições geram.

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    Denis R. Burgierman é jornalista e escreveu livros como “O Fim da Guerra”, sobre políticas de drogas, e “Piratas no Fim do Mundo”, sobre a caça às baleias na Antártica. É roteirista do “Greg News”, foi diretor de redação de revistas como “Superinteressante” e “Vida Simples”, e comandou a curadoria do TEDxAmazônia, em 2010.

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