Coluna

O Cais do Valongo

    Lugares de memória: lembrar para não esquecer

    O Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravizados das Américas, acaba de receber o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco. Não há qualquer compensação financeira, mas a distinção define o Valongo, localizado na região portuária do Rio de Janeiro, como um “lugar de memória”, ao lado de outros, como o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, ou a cidade de Hiroshima, no Japão. Todos esses locais trazem em comum o registro indelével do sofrimento humano, e se transformaram em espaços para lembrar e nunca mais esquecer.

    Lilia Schwarcz é professora da USP e global scholar em Princeton. É autora, entre outros, de “O espetáculo das raças”, “As barbas do imperador”, “Brasil: uma biografia”, "Lima Barreto, triste visionário”, “Dicionário da escravidão e liberdade”, com Flavio Gomes, e “Sobre o autoritarismo brasileiro”. Foi curadora de uma série de exposições dentre as quais: “Um olhar sobre o Brasil”, “Histórias Mestiças”, “Histórias da sexualidade” e “Histórias afro-atlânticas". Atualmente é curadora adjunta do Masp para histórias.

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