Coluna

Boys’ night

    É sempre muito bem-vinda qualquer chance de respirar um pouco fora do aluvião de contas a pagar e das incertezas financeiras acerca do famoso dia de amanhã, em meio a uma fila de projetos em eterno stand-by

    Não sei você, mas eu entrei em 2017 com o pé direito. O problema é que, até agora, não consegui botar o pé esquerdo no chão. Ando aos pulos como um saci atordoado, mimetizando assim os passos da nossa claudicante economia, antes nas mãos de larápios incompetentes de esquerda e agora sob a alta direção de salafrários de direita dando barretadas aos grandes capitalistas e as costas aos trabalhadores. Business as usual - negócios, como sempre -, máxima que os mafiosos do cinema gostam de repetir antes de passar fogo em seus desafetos. Na vida real acho que eles apenas apertam o gatilho sem repetir máxima nenhuma.

    Reinaldo Moraes estreou na literatura em 1981 com o romance Tanto Faz (ed. Brasiliense) Em 1985 publicou o romance Abacaxi (ed. L&PM). Depois de 17 anos sem publicar nada, voltou em 2003 com o romance de aventuras Órbita dos caracóis (Companhia das Letras). Seguiram-se: Estrangeiros em casa (narrativa de viagem pela cidade de São Paulo, National Geographic Abril, 2004, com fotos de Roberto Linsker); Umidade (contos , Companhia das Letras, 2005), Barata! (novela infantil , Companhia das Letras, 2007) , Pornopopéia (romance , Objetiva, 2009) e O Cheirinho do amor (crônicas, Alfaguara, 2014). É também tradutor e roteirista de cinema e TV.

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