Coluna

Um drinque no nirvana

    O dry martini, explica o Aníbal, é um drinque de aparente simplicidade, mas que esconde nas entranhas de seus ingrediente principais, bem como na arte do seu preparo, toda uma riqueza gustativa que faz dele o rei absoluto dos drinques universais

    Eu tenho um amigo, tu tens um amigo, ele tem um amigo. Todos temos um amigo, mas o meu amigo cultiva o hábito cinematográfico de tomar dry martini em bar americano de hotel. Mas não qualquer hotel. Tem que ser algum dos mais sofisticados e caros hotéis de São Paulo e de qualquer outra parte do mundo onde ele esteja. E não por uma questão de status, mas sim por causa da qualidade das bebidas envolvidas no dry martini e da perícia técnica dos barmen desses lugares. Sim, meu amigo é um cara metidaço pra caramba quando se trata de encher o caneco. E, não, ele não é rico. É só metido mesmo. Não vou dizer o nome dele, mas chamê-mo-lo de Aníbal, tomando de empréstimo uma mesóclise ao Michel Temer, grande poeta constitucionalista, presidente interino acusado de afanar milhões da Petrobrás e de sei lá mais donde, e esposo, segundo a lei de Deus e dos homens, da linda e recatada dona Marcela, 145 anos mais jovem que ele. (Inveja! Inveja! Inveja!)

    Reinaldo Moraes estreou na literatura em 1981 com o romance Tanto Faz (ed. Brasiliense) Em 1985 publicou o romance Abacaxi (ed. L&PM). Depois de 17 anos sem publicar nada, voltou em 2003 com o romance de aventuras Órbita dos caracóis (Companhia das Letras). Seguiram-se: Estrangeiros em casa (narrativa de viagem pela cidade de São Paulo, National Geographic Abril, 2004, com fotos de Roberto Linsker); Umidade (contos , Companhia das Letras, 2005), Barata! (novela infantil , Companhia das Letras, 2007) , Pornopopéia (romance , Objetiva, 2009) e O Cheirinho do amor (crônicas, Alfaguara, 2014). É também tradutor e roteirista de cinema e TV.

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