Coluna

Rangos históricos

    Ao ler sobre as aventuras gastronômicas da família Obama em Cuba, conjecturei sobre o que lhe teriam oferecido na Santa Ceia, no ano 0 da era cristã

    A histórica visita de um presidente americano — Oba-Oba Obi-Wan- Obama — à ilha de Cuba, jogando talvez a última pá de cal na Guerra Fria,  rendeu milhões de milhas horárias na mídia mundial, entre as quais algumas dedicadas ao puro fait-divers, como, por exemplo, os cardápios locais degustados pelo gringo e sua família. Logo no primeiro dia, antes do banquete oficial, Obama sentou-se num "paladar," como são conhecidos os restaurantes não-estatais instalados, em geral, na casa da família do proprietário. Ali o principal passageiro do Air Force One traçou um filé mignon com legumes grelhados. Nada de particularmente cubano, na verdade. Nem ele devia estar morrendo de fome, depois das meras 2 hs e 20 ms que durou a viagem de Washington DC até a capital cubana, com direito a todas as mordomias que um potentado do seu quilate tem a bordo de uma aeronave oficial.

    Reinaldo Moraes estreou na literatura em 1981 com o romance Tanto Faz (ed. Brasiliense) Em 1985 publicou o romance Abacaxi (ed. L&PM). Depois de 17 anos sem publicar nada, voltou em 2003 com o romance de aventuras Órbita dos caracóis (Companhia das Letras). Seguiram-se: Estrangeiros em casa (narrativa de viagem pela cidade de São Paulo, National Geographic Abril, 2004, com fotos de Roberto Linsker); Umidade (contos , Companhia das Letras, 2005), Barata! (novela infantil , Companhia das Letras, 2007) , Pornopopéia (romance , Objetiva, 2009) e O Cheirinho do amor (crônicas, Alfaguara, 2014). É também tradutor e roteirista de cinema e TV.

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