Coluna

Pode-se sempre piorar a economia

    Práticas que ajustam os números reportados ou a comunicação sem que os fatos sejam alterados resultam no agravamento da crise

    Não existe crise tão grave na economia que não possa piorar. Sobretudo quando ao invés de se enfrentar os problemas opta-se por ajustar a comunicação e não os fatos, ou apenas transferir o problema para os demais.

    Assim parece estar ocorrendo com a grave crise fiscal do estados.

    Essa crise decorre das escolhas de política pública dos últimos anos. Reajustes salariais acima da inflação, aumento do quadro de servidores, concessão de incentivos e benefícios para empresas do setor privado e expansão do gasto público permanente com base na receita do petróleo são algumas das causas da crise nos diversos estados.

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    Marcos Lisboa é presidente do Insper, Ph.D. em economia pela Universidade da Pensilvânia. Atuou como professor assistente no Departamento de Economia da Universidade de Stanford e da EPGE/FGV. Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e presidente do Instituto de Resseguros do Brasil. Diretor executivo do Itaú-Unibanco, entre 2006 e 2009, e vice-presidente até 2013.

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