Coluna

O som do silêncio: uma nota sobre a abertura dos Jogos Olímpicos de 2016

    Por que é que o Brasil, em eventos internacionais desse tipo, sempre mostra apenas seu lado mais exótico, e, sobretudo, repisa a imagem de povo pacífico que resolve tudo na base da ‘cordialidade’?

    A cerimônia de abertura da Olimpíada 2016, que ocorreu no Estádio do Maracanã no dia 5 de agosto, uma sexta-feira, tinha tudo para agradar, e agradou. O verdadeiro show de luzes, cores, personalidades nacionais, projeções e muita música emocionou brasileiros e estrangeiros, provando como o país sabe organizar eventos desse tipo e proporção. Ademais, com extremo bom gosto e poucos recursos. E não é para menos; somos quase especializados nesse  gênero de espetáculo que envolve multidões. Basta lembrar da nossa expertise não apenas nos desfiles de carnaval na Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro, como nos blocos que se espalham pelas ruas e cidades do Brasil no mês de fevereiro.

    Lilia Schwarcz é professora da USP e global scholar em Princeton. É autora, entre outros, de “O espetáculo das raças”, “As barbas do imperador”, “Brasil: uma biografia”, "Lima Barreto, triste visionário”, “Dicionário da escravidão e liberdade”, com Flavio Gomes, e “Sobre o autoritarismo brasileiro”. Foi curadora de uma série de exposições dentre as quais: “Um olhar sobre o Brasil”, “Histórias Mestiças”, “Histórias da sexualidade” e “Histórias afro-atlânticas". Atualmente é curadora adjunta do Masp para histórias.

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