Coluna

Jogo de soma ‘sem’: escolas com (muitos) partidos

    Talvez o pior cenário do ‘Escola sem partido’ seja aquele propositadamente omitido. Ao criar um suposto bode expiatório adia-se, mais uma vez, um debate já muito atrasado e urgente entre nós, sobre a qualidade do ensino no Brasil e seus inúmeros desafios

    No dia 22 de julho chegou ao Congresso Nacional um projeto de lei de autoria do deputado Izalci Ferreira (PSDB-DF) chamado “Escola sem partido”. A iniciativa gerou imensa reação, de todos os lados. Não obstante, de qualquer ângulo que se possa observar, o movimento mostrou mais uma faceta desse nosso Brasil, que anda a cada dia mais polarizado.

    Lilia Schwarcz é professora da USP e global scholar em Princeton. É autora, entre outros, de “O espetáculo das raças”, “As barbas do imperador”, “Brasil: uma biografia”, "Lima Barreto, triste visionário”, “Dicionário da escravidão e liberdade”, com Flavio Gomes, e “Sobre o autoritarismo brasileiro”. Foi curadora de uma série de exposições dentre as quais: “Um olhar sobre o Brasil”, “Histórias Mestiças”, “Histórias da sexualidade” e “Histórias afro-atlânticas". Atualmente é curadora adjunta do Masp para histórias.

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