Coluna

Floripa a bordo de um boteco genial

    Visitando amigos, a história e a gastronomia de Florianópolis

    O Mercado Público de Florianópolis, inaugurado em 1899, fica ao lado do Largo da Alfândega, no centro comercial da cidade. Entendi, pelo que me contaram, que ali ficava o antigo porto da ilha de Santa Catarina. O mar chegava até bem perto do Mercado e do prédio da Alfândega, ali ao lado, até que as obras do aterro, em meados dos anos 1970, empurraram o Atlântico pra bem longe. O terreno antes lambido pelas ondas hoje abriga avenidas, um terminal de ônibus e amplos espaços vazios. O mar deixou saudades em quem vivia na cidade antes de urbanizarem um dos pontos mais emblemáticos da cidade.

    Dentro do mercado tem um box, o 32, especializado em frutos do mar, que te deixa a fortíssima impressão de estar no melhor boteco do Brasil, e no mais caro também. A chance de você saber do que estou falando é alta, já que o Beto Barreiros, o dono do pedaço, garante que, desde 1984, quando foi inaugurado, até hoje, mais de 12 milhões de pessoas já se deliciaram com os pastéis de camarão do Box 32. Mas o pastel, que carrega em seu bojo 100 gramas de recheio camarônico, é só um dos gloriosos quitutes preparados sob a batuta do Beto, que oferece também aos clientes de paladar mais requintado e bolso bem fornido itens como haddock escocês, ovas dos melhores peixes brasucas, lagostas e escargots, além de lascas de Pata Negra, o lendário presunto cru espanhol.

    Depois de saborearmos de joelhos o divino pastel de camarão aos goles de cerveja, Beto colocou em causa uma caipirinha perfeita, acompanhada de lascas do Pata Negra

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    Reinaldo Moraes estreou na literatura em 1981 com o romance Tanto Faz (ed. Brasiliense) Em 1985 publicou o romance Abacaxi (ed. L&PM). Depois de 17 anos sem publicar nada, voltou em 2003 com o romance de aventuras Órbita dos caracóis (Companhia das Letras). Seguiram-se: Estrangeiros em casa (narrativa de viagem pela cidade de São Paulo, National Geographic Abril, 2004, com fotos de Roberto Linsker); Umidade (contos , Companhia das Letras, 2005), Barata! (novela infantil , Companhia das Letras, 2007) , Pornopopéia (romance , Objetiva, 2009) e O Cheirinho do amor (crônicas, Alfaguara, 2014). É também tradutor e roteirista de cinema e TV.

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