Coluna

Etiqueta amorosa

    Algumas questões sobre relacionamentos, primeiros encontros e o sentimento entre insegurança e excitação

    Namorar é bom. Isso é quase tudo que sei sobre o amor. Fora isso, nunca soube direito como me comportar diante da mulher amada, se é que alguém jamais soube. Os encontros iniciais com as garotas eram uma batalha constante entre a insegurança e a excitação no meu peito aberto a todas as paixões. Pra começo de conversa, como Noel Rosa, eu nunca sabia com que roupa ir ao samba a que Cupido me convidava.

    Camisa ou camiseta? Se camisa, abro um ou dois botões no peito? Levo flores ou bombons? (Quanto a isso, acaba-se aprendendo o óbvio: bombons para a bem-amada magrinha, flores pra cheinha, se bem que a cheinha é que costuma se regalar com guloseimas hipercalóricas, à sombra da balança implacável.)

    Lembro que na minha inexperiente cabeça de amante aprendiz pululavam tais questões, feito átomos aflitos na água fervendo. Nunca superei, de fato, tais dúvidas e perplexidades, mesmo já homem feito.

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    Reinaldo Moraes estreou na literatura em 1981 com o romance Tanto Faz (ed. Brasiliense) Em 1985 publicou o romance Abacaxi (ed. L&PM). Depois de 17 anos sem publicar nada, voltou em 2003 com o romance de aventuras Órbita dos caracóis (Companhia das Letras). Seguiram-se: Estrangeiros em casa (narrativa de viagem pela cidade de São Paulo, National Geographic Abril, 2004, com fotos de Roberto Linsker); Umidade (contos , Companhia das Letras, 2005), Barata! (novela infantil , Companhia das Letras, 2007) , Pornopopéia (romance , Objetiva, 2009) e O Cheirinho do amor (crônicas, Alfaguara, 2014). É também tradutor e roteirista de cinema e TV.

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