Coluna

Benefício para quem?

    Existem dúvidas sobre as razões para a nova regra de estímulo ao cartão de crédito consignado, a juros mais altos que o crédito deste tipo

    Nos últimos anos, o Brasil parece destinado a reverter os avanços conquistados a partir da década de 1990. O retrocesso fiscal talvez seja a face mais óbvia, e grave, desse processo. Mas, infelizmente, existem diversos outros exemplos. As intervenções microeconômicas, como no setor elétrico, no preço da gasolina e nas regras de conteúdo nacional prejudicaram a produtividade e diversas empresas brasileiras, sobretudo, mas não somente, a Petrobras.

    As tentativas de estimular a economia por meio de recursos públicos e dos fundos com controle do governo, como FAT e FGTS, foram ineficazes e resultaram em crescentes desequilíbrios, que, provavelmente, terão que ser cobertos pelo Tesouro, agravando ainda mais o quadro fiscal.

    Os equívocos, no entanto, não se resumem às medidas fracassadas de estímulo à economia.

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    Marcos Lisboa é presidente do Insper, Ph.D. em economia pela Universidade da Pensilvânia. Atuou como professor assistente no Departamento de Economia da Universidade de Stanford e da EPGE/FGV. Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e presidente do Instituto de Resseguros do Brasil. Diretor executivo do Itaú-Unibanco, entre 2006 e 2009, e vice-presidente até 2013.

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