Coluna

Afinal, vamos enfrentar o ajuste, preservando os grupos sociais mais vulneráveis? Ou não?

    Não é justo que a maioria invisível seja obrigada a um sacrifício ainda maior para benefício da minoria da elite mais bem remunerada

    As últimas semanas foram caracterizadas por um conturbado processo político, insegurança sobre os seus desdobramentos nos próximos três meses e ambiguidade sobre o ajuste a ser realizado.

    O Brasil enfrenta uma grave crise fiscal, caracterizada pela trajetória de expansão dos gastos acima do crescimento da renda nacional nas últimas duas décadas. Essa forte expansão dos gastos, quase 6% ao ano nos últimos 25 aos, decorre de quatro principais fatores.

    Em primeiro lugar, gastos com diversos programas públicos são indexados à expansão da renda, à receita corrente líquida ou ao salário mínimo, que por sua vez é indexado ao crescimento do PIB.

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    Marcos Lisboa é presidente do Insper, Ph.D. em economia pela Universidade da Pensilvânia. Atuou como professor assistente no Departamento de Economia da Universidade de Stanford e da EPGE/FGV. Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e presidente do Instituto de Resseguros do Brasil. Diretor executivo do Itaú-Unibanco, entre 2006 e 2009, e vice-presidente até 2013.

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