Coluna

A crise fiscal dos Estados

    Em co-autoria com Ana Paula Vescovi

    A grave crise do setor público no Brasil atinge, em maior ou menor grau, os 27 estados, que enfrentam escassez de recursos para investimento, regimes previdenciários deficitários e dificuldades com o pagamento das dívidas. Uma dezena de casos beira o colapso: contas atrasadas e folhas salariais parceladas. O superávit primário agregado dos estados, depois de alcançar 1% do PIB na média 2004-2008, teve déficit de 0,3% em 2014, o que representa 15 anos de retrocesso.

    A política econômica após 2007 escolheu atender as corporações e os interesses específicos sem atentar para a consistência das contas públicas. As desonerações tributárias, a contenção artificial de tarifas públicas, a regra de reajuste do piso do magistério, o aumento dos tetos salariais, os novos programas com elevada carga de subsídios, as agendas dos PACs e da Copa do Mundo deterioraram as finanças dos estados.

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    Marcos Lisboa é presidente do Insper, Ph.D. em economia pela Universidade da Pensilvânia. Atuou como professor assistente no Departamento de Economia da Universidade de Stanford e da EPGE/FGV. Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e presidente do Instituto de Resseguros do Brasil. Diretor executivo do Itaú-Unibanco, entre 2006 e 2009, e vice-presidente até 2013.

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