Coluna

Os meios, os fins e a retórica de ocasião

    A retórica que desqualifica diagnósticos e propostas de política econômica, atribuindo-os a supostos interesses indevidos, apenas procura obstruir a discussão sobre os argumentos e a evidência

    O debate sobre política econômica no Brasil é, frequentemente, dominado pelo preconceito e pela retórica de ocasião. Diagnósticos e propostas de política econômica são denunciados por supostamente refletirem interesses indevidos, independentemente  da evidência apresentada, como os clérigos na peça de Brecht, que rejeitam o telescópio de Galileu e o debate sobre a robustez dos argumentos, preferindo condená-lo como herege.

    Marcos Lisboa é presidente do Insper, Ph.D. em economia pela Universidade da Pensilvânia. Atuou como professor assistente no Departamento de Economia da Universidade de Stanford e da EPGE/FGV. Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e presidente do Instituto de Resseguros do Brasil. Diretor executivo do Itaú-Unibanco, entre 2006 e 2009, e vice-presidente até 2013.

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