Coluna

A agenda republicana ou saudades de 2015?

    Sustentabilidade das contas públicas, retomada do crescimento da produtividade e revisão das políticas de intervenção setorial devem ser o foco

    O Brasil enfrenta uma grave crise, cujas causas são nossas apenas. Isso significa que temos os instrumentos e a capacidade de retomar a agenda de crescimento com inclusão social da década de 2000.

    Essa agenda, que, como será argumentado neste e nos próximos artigos, pode ser denominada de republicana, passa pela sustentabilidade das contas públicas, pela retomada do crescimento da produtividade, e pela revisão das políticas de intervenção setorial.

    A causa imediata da grave crise é o desequilíbrio fiscal e a tendência de aumento da dívida pública que significa risco para a sustentabilidade das contas públicas nos próximos anos. As razões desse desequilíbrio não se resumem apenas às escolhas de política econômica dos últimos anos, ainda que essas escolhas o tenham agravado.

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    Marcos Lisboa é presidente do Insper, Ph.D. em economia pela Universidade da Pensilvânia. Atuou como professor assistente no Departamento de Economia da Universidade de Stanford e da EPGE/FGV. Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e presidente do Instituto de Resseguros do Brasil. Diretor executivo do Itaú-Unibanco, entre 2006 e 2009, e vice-presidente até 2013.

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